Com agulha e linha costuro bolhas de sabão sem que estourem! Ouço apenas o ruído de grilos distantes ao perfurá-las!
A linha tensionada alinha as bolhas, e com passos delicados piso-as quase voando!
Quando uma delas resolve estourar, despenco e me sustendo na velha linha bamba de outrora!
Desta vez, não caminho por sobre a linha, apenas deito e me deixo balançar!
Com as pontas de nariz tocando, escondo a visão de lágrimas que caem por dentro dos olhos já fechados!
Na pequineza do leve de deve-se ser, murmuro um lamento de voz doce: por quanto tempo espero mais?
E sem deixar ninguém perceber, corro até o alto e me jogo de cabeça em águas frias, com alegria recolho todo o prazer e os sorrisos...
Me visto com enrolos de plantas ou coisas qualquer e volto para a posição de alguém que deve-se ser.
E em pequenas brechas temporais, respiro os sorrisos e prazeres recolhidos em segredo!
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